sábado, 8 de dezembro de 2012

Em algum lugar...

Fora observada pelos olhos inocentes que anos mais tarde invadiria seu coração.
Sim, ele a encontrara nos auges de seus vintes e tantos anos, após tantos desencontros, insistiu em invadir os passos de sua simples vida, e com um pouco de sorte finalmente a conhecera. Convidou-a para o baile em brooklyn, mostrou lhe a vizinhança ao redor e a efetuaram comentários do amor que antes lhe houvera causado dor e mal estar. Surgiram lhe sussuros a nobre moça que o aparente rapaz fora traído.
Quantos amores frustrantes tivera, quantas notícias ouvira de idas e vindas e casamentos delas. Ele ficara para trás, e luta por novos recomeços. Ele não conseguira ficar sozinho, sua dependência é mútua. A solidão lhe faz mal, a carência lhe sufoca a alma.
Aparente isolado, pouco expõe-se, mas ao estar só, encontra meios de sentir algo, nem que seja por instantes.
[...] Ele mal curado por desamores de longas datas com a aliança no dedo entre atritos e épocas da academia deveras por um período ter flertado, ele a queria, seus corpos se encontravam e a paixão os faziam se encaixarem por curtos períodos e insistência destinada. Foi então que cansou-se, e como coleta seletiva encontrou espaço no puro coração da menina que houvera crescido a espera de um cavaleiro. Ele Não esperou, jogou a cartada com doces palavras, sabia como lidar com vários personagens e para ela não houvera créditos.
Gastara tempo metodizando palavras, investira na insistência de render-lhe o coração. Pobre rapaz! Quanto esforço fizera em uma busca frustada de tentar idealizar uma imagem que não existira. De desejar tal moça despertando-lhe a pureza de seus olhos. Ele a quis, não recusou-se a sacrificar seu amor citado entre tantas vezes em uma decisão que machucaria uma escolha de vida que ela sempre sonhou.
Por debaixo das cobertas, sombria e oculta, ele agia, sem rastros, até que a doce menina com sorte e raciocínio, descobriria seus crimes. Quão confuso e ansioso rapaz, tão imprevisível, tão momentâneo. Mal sabia que palavras são honras aos bons e ruínas aos mal. Pois elas definem quem sois. Palavras sem pensar mudam roteiros, machucam trajetórias. Mas, ele inteligentemente partiu e seguiu adiante com esse papel, não abriu mão da reserva, caso seus casos amorosos dessem errado, e "soubera que daria". Ninguém era como a menina crescida.
Poderia ter saído digno porém investiu e agia como se fosse algo a ela, e a induzia com conhecimentos adquiridos o manuseio de qualquer situação, sempre em sentido de guerra. Pronto a defesa!
Ele partira e por medo da solidão correra as não mera donzelas que lhe mostrariam o que era não valorizar sentimentos do coração. Assim preferiu o nobre cavaleiro de passado triste, de sobrevivência que lhe dariam um livro e poderia atribuir um bom caráter quando não observado. Bem quisera, como citara. Boa pessoa, não sou aos outros e nem tento agrada-Los pelo que não sou. Observo-os, desenho-os. E fujo quando não me agradam, não me obrigo a ouvir nada de nenhuma pessoa, pois sou auto-suficiente e inteligente para não ouvir sermões, salvo pelas raridades. Não escuto aqueles que me geraram e que tentaram ser uma familia. Em épocas de juventude quase não via sóbria sua querida mãe. Criou forças e tentou ser o melhor nos dias atuais. Foi a igreja e por lá esquivou-se um tempo, hoje, conceitos e teorias não interagem a freqüentar templos. Associa a algo não criterioso, inclusive ideologias dos que creem. Porém gera duvidas se há comunhão e paz de espirito. Prioridades não incluem totalmente Deus, ajuda as pessoas, faz amigos e amigas e continua sondar teorias e territórios.
[...]
Olhando pela janela posso ver o quão fraco estava este amor, quão partido ficou com sua ausência alimentado de meias verdades. Ah! As meias verdades. Elas machucam mais que uma pontada bem ao meio do cerebelo que sorte teria se tivesse o mal de Alzheimer a espera da cura.
Meses passaram-se, definindo-se o que estava escrito. O reencontro.
Ela nunca tivera concorrentes, a doce menina que desconhecia pouco do mundo exterior tem o caráter que vale mais que muitas noites prazerosas de qualquer mulher linda que lhe aparecera. Essa menina, é o desejo de muitos homens para o resto de suas vidas.
Cuidará de seu escolhido e serão felizes até que a morte fria lhes batam os ossos.
A saudade lhe apertou o coração. E não foi necessário tantas palavras. O coração falou mais forte, esqueceu-se o orgulho, da tal razão que sempre citara, arrependera-se de ter deixado a km atrás a menina que lhe invadiria o coração, que lhe faria sentir sensações não carnais como fora em tantos anos. Mas lhe mostraria seu mundo, lhe faria "sentir", ser amado e ele desejaria ser "melhor por ela". O amor chegou ao coração.
E assim noivaram-se, admirados por longos períodos.

Mas, o mundo não tem piedade dos apaixonados, ele os cerca a todo instante e, nada é encoberto. Foi então que decepcionou aquele coração, de boas intenções, e não entendera o motivo pelo qual ele houvera tomada tal atitude longe da realidade das palavras que professara sua boca. Quão confuso ficara! Nunca se compreendera tal decisão, o que houve com o bom rapaz que a conhecera. De tantas boas intenções. Longe dela não conseguira ser um bom homem, ansioso era por suas meras vontades e posição na sociedade. Ele não fora o homem que se diferenciara dos outros, apesar da boa vontade em manter o que não existira. Como desejou conhecer seu mundo e entende-lo, mas fora mal intencionada quando expôs igualdade para que ele não a visse superior sempre. Ela, preferira aquele que não agisse como reflexo do próprio pai, que fez chorar sua doce mãe por longos anos.
Lamenta que tenha sido criado na dificuldade, virando-se desde cedo. Quantas vezes sentiu tristeza em sua alma. Quantas chorou?! Sofreu?! Gritou?! Ela desejara estar nessas fases e tê-lo resgatado de suas tristezas enquanto formava seu caráter. Ele engoliu essas angústias e criou-se através de uma capa seletiva, intuitiva de seus atributos e vontades. Inclusa lindas mulheres, guardando-lhes algo simbólico para colecionar-se?!..Em rastros deixados, observara que sim!. Nunca seguira em frente, deserto sem destino, um tiro certeiro que logo saira pela culatra.
Inconstante, nunca decidira algo fixo para sua vida.
O que mudou após ela? Ela, pelo qual ele esforçara-se para conquistar, ainda o espera bater em sua porta, mesmo que seja no leito de sua fria velhice. Ciente de todas suas estadias é crente que verá um dia um coração inovado, temeroso ao criador Deus. Assim como espera sua doce mãe de bom caráter que mudou sua história, na expectativa desse retorno. E Citara seu progenitor: "Sem esforços entrastes em nossas vidas e desejamos que fique". Mas, temo nas decisões erradas, no que deixou para trás um amor que convicto seria até a velhice.
Como enchera-lhe os olhos de lágrimas, e pensou: como podem amar-lhe tanto?! Lembrou-se dos pais. Filha! Quer saber a resposta de Deus? "Deus nos céus e os pais na Terra".
A despedida..
A moça esteve ao seu lado enquanto doentio, e lhe apertou-lhe as mãos enquanto dormia. E sentiu se amada mesmo que, por poucos instantes.
Sentiu seu cheiro, agradável as narinas, beijou-lhe as mãos, como uma despedida prévia.




Be continued....
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