sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Abelhas x Previdência

O físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos.


O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes animais em níveis muito elevados.

Esse fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns apicultores, na região sul do Brasil, já registram perdas de 25% em sua produção de mel.

Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colméias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.



A Associação de Apicultura Americana, afirma que o desaparecimento das abelhas atingiu 30 estados dos EUA. A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por todo o país.

Entre as possíveis causas do desaparecimento das abelhas, são citadas: a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e, até mesmo, as culturas transgênicas, em especial a do milho Bt (com gene resistente a insetos e que contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis).



Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, disse ao jornal The New York Times que as grandes baixas em abelhas em algumas regiões poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais superiores à taxa normal de mortalidade em décadas recentes. Segundo ele, no final dos anos 70 houve um fenômeno similar a este, que, na época, foi chamado de "doença do desaparecimento". Não foi encontrada uma causa específica para o desaparecimento.


Mas, desta vez, não se trata de uma simples repetição. A novidade é que o problema está aparecendo, ao mesmo tempo, em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.



De qualquer forma, se não podemos apontar, de maneira precisa, uma causa para o desaparecimento das abelhas, já sabemos da importância destes pequenos seres para a manutenção da vida em nosso planeta. A natureza tem um equilíbrio frágil, e o que mais interfere nesse equilíbrio, diariamente, é a ação humana.



Preocupar-se com o futuro é necessário. Planejá-lo é essencial. Mas para isso, vamos precisar fazer mais que algumas planilhas financeiras.



Fontes:

http://www.caixavidaeprevidencia.com.br/portal/site/CaixaVidaPrevidencia

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14596
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