terça-feira, 14 de abril de 2009

CienciaHoje-Publicação da Revista

Armadilhas luminosas
O descarte inadequado de objetos e instrumentos usados por barcos e navios de pesca vem poluindo a costa brasileira. Às redes de pesca, armadilhas e anzóis perdidos ou abandonados, somam-se agora os milhares de bastões de luz, ou atratores luminosos, utilizados em técnicas avançadas de pesca, em águas escuras. Esses bastões de plástico contêm um líquido oleoso luminescente tóxico tanto para os organismos marinhos quanto para o ser humano. O artigo de capa da CH de março chama a atenção para os perigos associados ao descarte desses objetos.

Entrevista: Franck Carcenac – Desafios éticos das nanotecnologias A nanotecnologia tem se revelado um promissor campo de estudo. No entanto, os impactos sociais e ambientais de suas aplicações, bem como riscos à saúde e à segurança humana têm alimentado muitos debates sobre os limites éticos que devem condicionar seus avanços. Essas questões foram discutidas na entrevista da CH 257, com o engenheiro Franck Carcenac, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França.

A propósito: Câncer, sexo e Darwin
Embora o câncer já seja conhecido há muito tempo, a determinação de suas causas teve que esperar a descoberta dos genes e do DNA. Sabe-se hoje que mutações do DNA produzem proteínas defeituosas que comprometem vários processos celulares, em especial os envolvidos no controle da proliferação celular. Na coluna A Propósito da CH deste mês, Franklin Rumjanek discute algumas implicações de se considerar essa doença sob a perspectiva evolucionista.

Mundo de ciência
O destaque de março da seção Mundo de ciência é o estudo que mostrou que, caso nenhuma ação seja tomada agora em relação ao aquecimento global, os danos climáticos causados ao planeta nas próximas décadas podem ser irreversíveis até, pelo menos, o ano 3000. Leia ainda sobre outras novidades da ciência internacional, como o fim da curiosa fraude do escroto de violoncelo ou o estudo que apontou os genes responsáveis pela sinestesia auditiva.

O leitor pergunta
- O novo acordo ortográfico abole o trema. A regra vale também para termos de origem tupi, como sagüi e Barigüi?
- Como funcionam os radares de trânsito?
- A quantidade de cloro em uma porção de água diminui quando a fervemos?
- Qual a função do bocal de Laval na estrutura dos foguetes?

A invasão francesa em 1711 e o despreparo da artilharia portuguesa
Em 12 de setembro de 1711, uma esquadra comandada pelo corsário René Duguay-Trouin e apoiada pelo rei da França invadiu o Rio de Janeiro e ocupou a cidade por dois meses. A pouca oposição que o sistema de defesa da baía da Guanabara ofereceu ao invasor ainda é uma parte obscura da história do Brasil. Este artigo mostra como a história militar e a história da ciência e das técnicas têm ajudado a reconstituir esse episódio.

Alerta vermelho! Caburé na área!
O estudo das corujas, que fazem parte do imaginário das pessoas há séculos, vem revelando aspectos importantes de sua biologia e informações valiosas sobre comportamento animal. Este artigo apresenta uma das corujas mais comuns no país: o caburé, cujo nome científico significa ‘pequena coruja brasileira’. Essa espécie caça outras aves e desperta atitudes de defesa que podem unir várias outras espécies. (1,7 MB)

Nascimento, vida e morte das estrelas
A vida existe porque existe a luz do Sol, a nossa estrela. Apesar disso, muitas vezes achamos que as estrelas servem apenas para alimentar nossos sonhos. Conhecer como elas nascem, vivem e morrem ajuda a compreender como a vida (inclusive a humana) surgiu, como mostra este artigo da CH de março. (9,1 MB)

Rabiscando a eletrônica com o grafeno
Este artigo apresenta um material muito valioso e que poderá revolucionar toda a eletrônica: o grafeno, o mais novo membro de uma distinta família que inclui a grafite, os nanotubos de carbono e o famoso e eterno diamante. Esse material nasce com um currículo respeitável de aplicações tecnológicas. E, talvez, seja útil em áreas que nem mesmo existam no momento presente.


Em Dia
Confira as últimas notícias da ciência brasileira:
- Pesquisa estuda embarcações naufragadas na costa gaúcha
- Metodologia facilita a identificação de espécies de tubarões no litoral do país
- O limite da lei: Especialistas discutem pirataria e legislação sobre direitos autorais
- Programa de computador identifica e interpreta sons produzidos por aves, suínos e bovinos
- Pesquisadora faz transcrição de guia astrológico português do século 15
- Estudo traça perfil de ginastas


Opinião: 'Diálogo de surdos' – expressão preconceituosa
Utilizada por pessoas surdas não só para a comunicação cotidiana, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) permite a seus usuários – como acontece com linguagens orais – expressar emoções e elaborar formas poéticas. O emprego da Libras permite a plena transmissão de ideias entre duas pessoas e, por isso, a expressão ‘diálogo de surdos’, usada até nos meios de comunicação, deve ser considerada preconceituosa, como defende este artigo da seção Opinião.


Ensaio: Menstruação – outra perspectiva é possível
O sistema reprodutor feminino passa, aproximadamente a cada 28 dias, por dois ciclos: o ovariano, durante o qual ocorre a ovulação, e o uterino, durante o qual se dá a menstruação. A fisiologia da menstruação é bem conhecida. Mas por que ela surgiu na história evolutiva de nossa espécie? O Ensaio da CH 257 discute se a evolução da menstruação foi ou não um processo impulsionado por vantagens adaptativas.

Memória: Prelúdio para O Capital
Em 11 de junho de 1859, foi lançada a Contribuição para a crítica da economia política, do filósofo e economista alemão Karl Marx. Esse livro destaca-se na extensa e fecunda produção do autor por tratar de matéria que seria explorada em sua obra máxima, O capital, cuja edição começou a ser feita em 1867. A seção Memória deste mês comemora os 150 anos de publicação dessa obra.


Resenha: A matemática da simetria
A resenha deste mês destaca a obra A equação que ninguém conseguia resolver, de Mario Livio, e destaca a descoberta da linguagem da simetria na matemática pelo francês Évariste Galois. O resenhista classifica a obra como um “livro maravilhoso, sem fórmulas abstratas e com uma narrativa dramática e inquieta”, embora aponte sérios problemas de tradução e revisão da edição brasileira.


Sobre Humanos: Linchamentos

Em sua coluna da CH de março, Renato Lessa discute a prática dos linchamentos, comum em nosso país. A partir de dados colhidos por pesquisadores no Brasil e em outras nações, ele discute as razões por trás dessas práticas, o perfil sócio-econômico dos linchadores e dos lincháveis e as origens históricas desses rituais.

Qual o problema? – Três irmãs
Dois amigos matemáticos se reencontram por acaso após longa data. Quando um deles menciona que tem três filhas, o outro pergunta que idade elas têm. O primeiro não perde a oportunidade e revela apenas o produto e a soma da idade das três, além de acrescentar que a mais velha está estudando piano. O leitor seria capaz de resolver esse enigma? Esse é o desafio proposto por Marco Moriconi na CH 257.
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